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Após vídeo-denúncia sobre adultização feito por Felca, denúncias de exploração sexual de crianças dobraram, em apenas 7 dias! Entenda tudo aqui.

Nós, do Portal do Interior, sempre acompanhamos o influenciador e soubemos de sua capacidade questionadora desde quando o vídeo sobre a empresa da também influenciadora Virgínia Fonseca, também influenciadora, estourou a bolha, porém, naquele caso, era um vídeo para ser “meme”, para as pessoas rirem do conteúdo testando a base, um dos produtos de maquiagem da We Pink, empresa de cosméticos que tem em Virgínia uma dos 3 sócios.

Felca provando a base da We Pink, marca da influenciadora Virgínia Fonseca

Além desse tema, Felca também já abordou a ridicularização das lives NPC, quando pessoas se ridicularizavam em troca de centavos; e também explicitou os problemas dos viciados em jogos, no escândalo das Bet’s. Felca revelou ter negado dezenas de contratos pois nestes, cláusulas em que o influenciador ganharia porcentagens quando seus seguidores perdessem era quase obrigatória.

Felca durante as lives de NPC

Felipe Bressanim Pereira, de 27 anos, natural de Londrina, Paraná, mudou o rumo de sua carreira quando divulgou, há 6 dias, um vídeo evidenciando e popularizando o termo “adultização”,

O vídeo começa com o influenciador explicando, de sua maneira zombeteira, que adolescentes estão se levando a sério demais, pensando que já são adultos, e que, normalmente não entendem que são privilegiados, vindo de gerações de benefícios.

O segundo tema do roteiro do documentário de Felca foi a divulgação do caso Bel Para Meninas, que foi o primeiro caso de grande repercussão sobre a exposição infantil nas redes sociais. No trecho, Felca evidencia que a criança era obrigada a fazer determinadas ações obrigada pela sua mãe para ter “engajamento” e consequentemente receber dinheiro em publicidades e divulgação em seus perfis nas redes. Processos foram criados para que a mãe da garota perdesse a guarda e Felca resumiu o caso focando mais na criança que acaba ficando traumatizada e com sequelas negativas. É nesse momento que Felca lançou a frase:

Criança não deve estar envolvida em coisas de adulto

Já o terceiro caso e mais “nefasto”, como o próprio Felca diz em seu vídeo, é o de Hytalo Santos e Kamylinha. Dois influencers que cresceram inicialmente com vídeos de danças nas redes sociais, mas que aos poucos o influenciador foi exagerando no conteúdo explícito com adolescentes em sua casa, onde álcool e festas aconteciam quase que diariamente. Kamilinha começou a ser exposta com 12 anos de idade, e termos como “fui comida” estavam presentes nos stories do influenciador, de 28 anos. Kamylinha tem hoje 17 anos e já sofreu um aborto de uma gravidez com grande divulgação nos perfis de Hytalo.

Hytalo Santos, de 28 anos, foi exposto e teve suas redes fechadas há 6 dias.

É nesse trecho, a partir dos 10 minutos, que Felca começa a explicar a delicada questão de pedofilia nas redes sociais, que até a pouco tempo era coisa de deep web, lugar escondido da web onde apenas hackers e pessoas com mais experiência tinham acesso. Quanto mais era mostrado da adolescente, mais engajamento o influenciador recebia, e dentre o público do influenciador Hytalo, estavam homens adultos, que assistiam ao conteúdo com interesse pornográfico. Confira o vídeo de Felca abaixo:

De imediato, o influenciador começou a receber milhões de visualizações, chegando a 25 milhões em 6 dias e anunciou que não monetizará, ou seja, não receberá os lucros financeiros do vídeo. Além das visualizações, Felca também ganhou mais de 6 milhões de seguidores só na rede social Instagram.

Kamylinha em vídeo de Hytalo Santos no TikTok

O MPPB (Ministério Público da Paraíba) apura, desde 2024, denúncias de Hytalo por exploração de menores. O também informou que dois promotores, um da cidade de Bayeux e outro de João Pessoa, ambas na Paraíba, estão à frente das investigações. O órgão disse nenhum dos dois solicitou a desativação do perfil da rede social e que provavelmente o próprio Hytalo fechou seu perfil.

Após vídeo de Felca, senadores formalizam CPI contra exploração infantil nas redes

O Senado reagiu à denúncia do youtuber Felca sobre a sexualização de crianças nas redes sociais com a proposta de criar uma CPI para investigar influenciadores e plataformas digitais. O pedido foi formalizado nesta terça-feira, com as assinaturas de 70 senadores. Foi o que informaram ao Plenário os autores, senadores Jaime Bagatolli (PL-RO) e Damares Alves (Republicanos-DF).

O Jornal Nacional da última terça-feira expôs que depois do vídeo de Felca, denúncias de exploração sexual na internet mais do que dobraram. Leia e assista a matéria aqui.

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