• www.portaldointerior.com
  • portaldointeriorbr@gmail.com

Dia das Crianças: presente ideal vai além do preço e deve considerar idade e interesse

Carla Costa

Às vésperas do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a escolha do presente volta a movimentar as famílias. Mais do que preço ou novidade, especialistas recomendam observar se o brinquedo desperta curiosidade, estimula a criatividade e faz sentido para a idade e os interesses da criança.

Segundo a psicopedagoga e educadora parental Carla Costa, atividades simples podem contribuir para diferentes aprendizados. Jogos de encaixe, blocos de montar, quebra-cabeças e brincadeiras de faz de conta, por exemplo, ajudam a explorar formas, planejamento, linguagem, imaginação e resolução de problemas.

Para crianças menores, músicas, histórias, objetos com diferentes sons, formatos e texturas podem ampliar as experiências. Conforme a idade avança, jogos de estratégia, cartas, tabuleiros, atividades artísticas, esportivas e brinquedos de construção tendem a oferecer novos desafios.

A especialista ressalta que não é necessário buscar um brinquedo com a promessa de desenvolver uma habilidade específica. “Mais importante do que procurar um brinquedo que ‘desenvolva’ determinada habilidade é oferecer experiências variadas e espaço para que a criança explore, crie, faça escolhas e descubra o que consegue fazer”, afirma.

Entre as opções citadas estão livros, materiais para desenho e pintura, instrumentos musicais infantis, jogos de tabuleiro, brinquedos de construção e itens esportivos. A recomendação é sempre observar a indicação etária do fabricante e as características individuais da criança.

No caso de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), Carla destaca que não existe um presente único ou padrão. A escolha deve considerar interesses, necessidades e preferências de cada criança, sem transformar todas as brincadeiras em atividades dirigidas.

Outro ponto destacado pela psicopedagoga é a participação dos adultos. Reservar tempo para jogar, desenhar, construir ou inventar histórias junto com a criança pode ter impacto tão relevante quanto o próprio presente, especialmente em uma rotina cada vez mais marcada pelo uso de telas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *